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 Biologia: Projeto Genoma Humano Página Principal  

 

O homem sempre sonhou em dominar os mistérios da reprodução, para poder interferir na seleção e na produção de novos seres humanos. Os avanços da ciência neste final de século permitem chegar perto destes sonhos e, por isso mesmo, obrigam a sociedade a ficar alerta para as implicações do domínio de um conhecimento que, em mãos inescrupulosas, pode ser uma arma perigosa.

O Projeto Genoma Humano - PGH, iniciado em 1990, nos Estados Unidos, pretende localizar e conhecer todos os genes dos seres humanos - estimados entre 50 a 100 mil nos próximos 13 anos. Os cientistas desejam determinar as seqüências das três milhões de bases nucléicas que formam o DNA ( Ácido desoxirribonucléico), localizado no núcleo de cada célula que formam os seres vivos. O DNA é o material que serve de suporte aos genes. Financiado pelo Departamento de Energia dos Estados Unidos, com uma verba de US$ 5 bilhões, o PGH é considerado o maior projeto científico do mundo. E suas repercussões sociais, éticas, econômicas e políticas são certamente maiores do que as do Projeto Apolo, que enviou o homem à Lua.

É possível que os resultados desta iniciativa determinem os costumes das gerações futuras e o tipo de sociedade que teremos. Cabe então perguntar quais são os benefícios e os riscos para a sociedade proveniente da aplicação dos conhecimentos obtidos através do Projeto Genoma Humano.

A principio, todas as áreas da Medicina poderão beneficiar-se dos resultados do projeto, através da criação de novas técnicas de diagnóstico e de novas terapias para doenças já conhecidas. A aplicação é mais imediata em algumas. áreas, como na Neurobiologia, que estuda o desenvolvimento normal e anormal do feto. A pesquisa do câncer e de tumores na área de doenças degenerativas também será incentivaria com as descobertas do projeto. E o transplante de órgãos será facilitado pelo conhecimento preciso do sistema imunológico de doadores e receptores.

O progresso do estudo de todos os genes humanos poderá levar à descoberta de novas doenças hereditárias e à determinação do papel da genética em cada doença. Ainda num futuro distante, será possível o tratamento e até a correção do defeito genético apresentado por um feto ou presente na célula-ovo, logo após a fecundação.

Com o avanço dos estudos do DNA, será possível no futuro elaborar teste que permitam conhecer a predisposição genética das pessoas para determinadas doenças e buscar as formas de tratamento adequado para elas.

Mas, enquanto a ciência não tiver descoberto a prevenção e cura para os males, estes testes terão uma contra-indicação: os portadores de genes que causam doenças graves estariam submetidos a uma severo carga psicológica, mesmo que elas nunca se manifestem ou que os sintomas apareçam 30 anos depois.

No futuro, será possível informar com precisão aos pais quais os riscos do seu bebê ter algum defeito genético, mesmo antes da concepção. Também deve aumentar o número de doenças diagnosticadas enquanto o bebé ainda está no útero materno. Esses avanços científicos vão necessariamente elevar o número de fetos abortados. Outra conseqüência do desenvolvimento do PGH será o aumento das discussões éticas e morais sobre o aborto terapêutico.

Mas, à medida que os cientistas aprendem a ler o que está impresso no genoma humano e a interpretar e corrigir os erros que podem determinar o destino genético de um indivíduo, surgem preocupações com os possíveis abusos desta tecnologia. Sempre que a ciência avança, trazendo inegáveis beneficias para a humanidade, fica o medo do mau uso das descobertas científicas.

O Projeto Genoma Humano, pretende mapear e seqüênciar todo o DNA dos seres humanos, mesmo sabendo que a maior parte dele não contém genes que produzem uma característica do indivíduo. Esta é uma das questões mais problemáticas do projeto. Não existe um genoma humano; não há nada padronizado. Cada ser humano tem o seu.

Porém verificou-se que certas partes dos cromossomos são comuns a todos. Acredita-se que nestas partes comuns estão contidas informações vitais para a sobrevivência da espécie humana.

Fonte: Ecologia e Desenvolvimento

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Josemar Paraguassú Júnior