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 História: As Sete Maravilhas Antigas Página Principal  

 

Pirâmide de Gizé

É a única maravilha que não requer a descrição de historiadores e poetas antigos. É a única Maravilha que não precisa de especulações sobre sua aparência, tamanho e forma. É a mais velha, porém é a única que resta das Sete Maravilhas da Antigüidade. É a Grande Pirâmide de Gizé. Grande parte do revestimento já se perdeu; mas a estrutura da pirâmide é ainda hoje tão sólida quanto no momento da construção, que foi há mais de 4500 anos.

Contrariando a crença comum, somente a Grande Pirâmide de Khufu (Quéops) de todas as 3 Grandes Pirâmides estão na lista das Maravilhas. O monumento foi construído pelo faraó egípcio Khufu da 2a geração da 4a Dinastia egípcia, próximo ao ano de 2560 a.C. para servir como túmulo quando ele morresse (prática comum dos faraós). A tradição de construir pirâmides iniciou no Egito Antigo como uma sofisticação da idéia de plataforma para cobrir o túmulo real. Era composta de mais de 2,3 milhões de enormes blocos de calcário, cada um pesando cerca de 3 toneladas. Empregou-se 1000 mil operários durante 20 anos para arrastar os enormes blocos de pedra e colocá-los no lugar

Sabe-se, atualmente, que ela foi saqueada e a maior parte dos bens que acompanhavam os mortos, perdeu-se. O exterior sofreu, também, a ação do tempo, além da devastação causada pelo homem. Hoje, a Grande Pirâmide está localizada, junto com outras pirâmides e a Esfinge, na região turística do Planalto de Gizé. Também na área está o museu alojando o misterioso Barco do Sol, somente descoberto em 1954 próximo a face sul da pirâmide. Acredita-se, o barco foi usado para levar o corpo de Khufu em sua última jornada na Terra antes de ser enterrado dentro da Pirâmide. Também pode Ter servido como um meio de transporte em sua jornada pós-vida de acordo com as crenças do Egito Antigo.

 

Jardins Suspensos da Babilônia

O reino da Babilônia floresceu sob as regras do famoso Rei Hámurabi (1792 - 1750 a.C.). Foi no reinado de Nabopolassar (625/ 605 a.C.) da dinastia Neo-Babilônica que a Civilização Mesopotâmica alcançou suas últimas glórias. Seu filho, Nabucodonossor (604 - 562 a.C.), é responsável por construir o lendário Jardins Suspensos.

A cidade de Babilônia era famosa pelas muralhas que a cercavam de todos os lados. Feitas de tijolos maciços, eram notáveis por causa de sua extensão e largura, onde 2 carros a cavalo, por exemplo, podiam passar, lado a lado, sobre o topo das muralhas.

Outras muralhas, que se elevaram a até 100 metros, cercavam o palácio real. Dizem antigos documentos que no alto das muralhas que protegiam o palácio real havia jardins ainda mais admiráveis que os próprios muros. Devido à altura em que estavam colocados, eram chamados de Jardins Suspensos da Babilônia.

A tradição apresenta 2 versões para a construção dos jardins. A 1a atribui sua autoria à lendária Semíramis, mãe de Adad-nirari III, que reinou entre 810 e 783 a.C. De acordo com a 2a, foram construídos, aproximadamente, em 600 a.C. por ordem do poderoso Nabucodonosor II, para agradar e consolar sua esposa preferida, Amitis, que sentia saudade das montanhas e do verde de sua terra natal, a Média.

Nenhum vestígio concreto dos jardins permanece. Mas, enquanto as mais detalhadas descrições dos Jardins vem dos historiadores Gregos, escrituras babilônicas não falam nada sobre o assunto. Nos documentos do tempo de Nabucodonossor não há uma simples referência aos Jardins Suspensos, embora descrições dos palácios, da cidade da Babilônia e das muralhas são encontradas. Mesmo os historiadores que deram descrições detalhadas dos Jardins Suspensos nunca os viram. Historiadores modernos argumentam que quando os soldados de Alexandre, o Grande, conquistaram a fértil terra da Mesopotâmia e viram a Babilônia, eles ficaram impressionados. Mais tarde, quando eles retornaram para terra natal deles, contavam história sobre fantásticos jardins e palmeiras da Mesopotâmia... sobre o palácio de Nabucodonossor... sobre a Torre de Babel e os Zigurates (espécie de templo). Foi a imaginação dos poetas e historiadores antigos que misturou todos este elementos para produzir uma das Sete Maravilhas.

 

Estátua de Zeus

O calendário da Grécia Antiga começa em 776 a.C., porque acredita-se que os Jogos Olímpicos começaram naquele ano. O magnífico templo de Zeus foi desenhado pelo arquiteto Libon a foi construído entre 456 e 447 a.C. Sob o poder crescente da Grécia Antiga, o templo em estilo Dórico simples tornou-se muito mundano, e modificações foram necessárias. A solução: uma majestosa estátua. O escultor atenense Fídias, o mais célebre escultor da Antigüidade, foi designado para a tarefa "sagrada".

Olímpia foi atingido por terremotos, desabamentos e enchentes, e o templo foi destruído por fogo no século 5 a.C.. Antes, a estátua foi transportada pelos Gregos abastados para um palácio em Constantinopla. Lá, sobreviveu durante algum tempo, mas não resistiu a um severo incêndio em 462 d.C. Hoje, nada resta do local no velho templo, exceto rochas e ruínas, a fundação do prédio, e colunas em destroços.

Entre os gregos, considerava-se desafurtunado aquele que não tivesse visitado a estátua. Ela havia tornado-se famosa na antigüidade pela magnificiência e pela espiritualidade que irradiava. A única idéia que se tem da Estátua de Zeus vem das moedas de Elis, que se supõe carregar a figura original da Estátua.

Tinha 15 metros de altura, foi feita de marfim e ébano e era toda incrustada de ouro e pedras preciosas. mostrava Zeus sentado em seu trono de cedro. Tinha uma coroa em torno da cabeça. Trazia uma estátua de Nicéia, deusa da vitória, em sua mão direita espalmada, e um cetro (bastão de rei) com uma águia na sua mão esquerda.

 

Templo de Ártemis

Os colonizadores gregos em Éfeso, na Ásia Menor, encontraram os habitantes da região cultuando uma deusa a qual identificaram como Artemis (a Diana dos romanos). Eles então construiram um templo consagrado a ela. Era um dos maiores e mais ornamentados templos da antigüidade

Foi decorado com estátuas de bronze esculpidas pelos mais experientes artistas de sua época: Fídias, Polyceitus, Kresilas e Phradmon. Na noite de 21 de julho de 356 a.C. (noite de nascimento de Alexandre, o Grande), um homem louco chamado Eróstrato queimou o templo, colocando-o no chão, numa tentativa de imortalizar seu nome. Foi reconstruído, dessa vez, em 20 anos.

Quando São Paulo visitou Éfeso para pregar o Cristianismo no século I d.C., ele foi confrontado pelo culto a Artemis que não tinha nenhum plano de abandonar seus deuses. E quando o templo foi destruído pelos godos em 262 d.C., os efesianos juraram reconstruí-lo. No século 4 d.C. a maioria dos efesianos se converteram para o cristianismo e o templo perdeu sua importância religiosa. O capítulo final veio em 401 d.C. quando o Templo de Artemis foi divido por São João Crisostom. Éfeso foi mais tarde foi desertada, e somente no fim do século XIX o local foi escavado. A escavação revelou as fundações do templo e a estrada para o agora local pantanoso. Tentativas de reconstruir o templo foram feitas recentemente, mas somente poucas colunas foram reerguidas.

 

Mausoléu em Halicarnasso

Parecido com as Grandes Pirâmides de Gizé, nós estamos agora visitando o túmulo de um rei da Antigüidade. Mas o Mausoléu é diferente - tão diferente das Pirâmides que ganhou sua reputação - e uma marca dentro da lista - por outra razão. Geograficamente ele está mais perto do templo de Artemis... E foi a beleza da tumba, mais do que seu tamanho, que fascinou os visitantes por anos.

Quando os persas expandiram seu reino antigo para incluir a Mesopotâmia, Norte da Índia, Síria, Egito e Ásia Menor, o rei não podia controlar seu vasto império sem a ajuda de governadores e leis locais - os Sapatrias. Como muitas outras províncias, o reino de Caria na parte leste da Ásia Menor (Turquia) estava tão longe da capital persa que era praticamente autônoma. De 377 à 353 a.C., o rei Mausolo de Caria, reinou e moveu sua capital para Halicarnasso. Nada na vida de Mausolo é empolgante além da construção de seu túmulo. O projeto foi imaginado pela sua esposa e irmã Artemisa, que imaginava o maior e mais suntuoso túmulo de todas as épocas sobre os restos mortais de seu marido e irmão.

Por 16 séculos, o Mausoléu permaneceu em boas condições até que um terremoto causou alguns estragos no telhado e nas colunatas. Trabalharam ali 30 mil homens durante 10 anos e a obra ficou pronta em 352 a.C. Sua base era de mármore e bronze, com revestimento de ouro. A estrutura era retangular no plano, com a base medindo 40 m por 30 m. Sobre a fundação ficava um pódio com degraus com os lados decorados com estátuas. A câmara de enterro e o sarcófago de caixão branco eram decorados com ouro e estavam localizados sobre o pódio e rodeado por 36 colunas de estilo jônico. A colunata suportava um telhado em forma de pirâmide, construída em 24 degraus, que foi decorado com um grupo de estátuas, no qual estavam, sem dúvidas, as estátuas de Mausolo e sua esposa.

 

Colosso de Rodes

Da construção até a sua destruição existiu um curto tempo de somente 56 anos. Mesmo assim, o Colosso ganhou um lugar na famosa lista das Maravilhas. "Mas mesmo ó existido no chão, ele é maravilhoso", disse Pliny o Velho. O Colosso de Rodes não foi apenas uma estátua gigante. Era antes um símbolo de união das pessoas que habitavam aquela bonita ilha do Mediterrâneo: Rodes.

Em toda a sua história, a antiga Grécia era composta de cidades-Estados as quais tinham poder limitado fora de suas fronteiras. Na pequena ilha de Rodes havia três destas: Ialysos, Kamiros e Lindos. Em 408 a.C., as cidades uniram-se para formar um único território, com uma capital unificada, Rodes. A cidade prosperou comercialmente e tinha forte laços econômicos fixada com seu principal aliado, Ptolomeu Soter do Egito. Em 305 a.C., os Antigodos da Macedônia que também eram rivais de Ptolomeu, cercaram Rodes para numa ação para quebrar a aliança Rodo-Egípcia. Eles nunca conseguiram penetrar na cidade. Quando um acordo de paz foi assinado em 304 a.C., os Antigodos suspenderam o cerco, deixando um rico equipamento militar para trás. Para celebrar sua união, os rodianos venderam o equipamento e usaram o dinheiro para erguer uma enorme estátua representando seu deus do sol, Hélio.

A construção do Colosso levou 12 anos e foi terminada em 282 a.C. Por anos, a estátua ficou na entrada do porto, até que um forte terremoto atingiu Rodes em 226 a.C. A cidade estava completamente destruída e o Colosso quebrou-se no seu ponto mais fraco: o joelho. Imediatamente, os rodianos receberam uma oferta de Ptolomeu Eurgetes do Egito que cobriria todos os custos de reparação para o monumento tombado. Entretanto, um oráculo foi consultado e proibiu a reconstrução. A oferta de Ptolomeu foi recusada.

 

Farol de Alexandria

Das Sete Maravilhas da Antigüidade, somente uma tinha um uso prático além de sua arquitetura elegante: O Farol de Alexandria. Para os navegantes, ele assegurava um retorno seguro para o Grande Porto. Para os arquitetos, ele significava algo mais: era a mais alta construção da Terra. E para os cientistas, era um misterioso espelho que fascinava-os mais... O espelho cuja reflexão podia ser visto mais de 50 km de distância.

O monumento era dedicado aos deuses Salvadores: Ptolomeu Soter e sua esposa Berenice. Por séculos, o Farol de Alexandria foi usado para marcar o porto, advertindo os navegantes da presença dos recifes, usando fogo a noite e refletindo os raios solares durante o dia. Foi inaugurado em 270 a.C. Era sempre mostrado nas moedas gregas e romanas, assim como os monumentos famosos são retratadas nas atuais. Tornou-se tão famoso que faros passou a significar farol.

Na Idade Média, quando os árabes conquistaram o Egito, eles admiraram Alexandria e sua riqueza. Mas os novos governantes transferiram sua capital para o Cairo desde que eles não tinham interesses com o Mar Mediterrâneo. Transformaram o farol de Alexandria numa pequena mesquita. Quando o espelho quebrou-se, eles não colocaram nenhum outro no lugar. Em 956 d.C., um terremoto atingiu Alexandria e causou alguns estragos no Farol. Mais tarde em 1303 d.C. e em 1323 dois terremotos mais fortes deixaram uma impressão significante na estrutura. Quando o famoso viajante árabe Ibn Battuta visitou Alexandria em 1349, ele não pode entrar nas ruínas do templo ou mesmo escalar até a sua porta de entrada.

O capítulo final da história do Farol veio em 1480 d.C. quando o sultão mameluco Quaitbei decidiu fortificar a defesa de Alexandria. Ele construiu um forte medieval no mesmo local onde o Farol ficava, usando as rochas e o mármore utilizado no Farol.

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Josemar Paraguassú Júnior