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 História do Brasil: Do Império a República Página Principal  

 

Evolução política

O Segundo Reinado foi o período de domínio pleno da aristocracia rural, representada pelos partidos Liberal e Conservador, que vão se revezar no poder. Entre os dois partidos não havia diferenças ideológicas, pois representavam a mesma camada social, o que não impediu que as disputas eleitorais fossem violentas, a ponto de ganharem o nome de "eleições do cacete". De qualquer modo, as atuações de ambos os partidos tiveram sempre um caráter antiliberal. Para começar, teve fim a autonomia municipal com a reforma do Código de Processo Criminal. Outras medidas do mesmo teor foram tomadas: a restauração do Conselho de Estado e a criação da Presidência do Conselho de Ministros (1847), que resultou no parlamentarismo " às avessas", em que os ministros eram responsáveis perante o imperador e não perante o Parlamento, conforme o modelo inglês.

A ascensão da economia cafeeira e a conseqüente estabilidade económica garantiram o fim do ciclo de rebeliões, com a Praieira (1848-1850), que chegou a conhecer algum eco do socialismo. No plano econômico a tarifa Alves Branco (1844) estabeleceu o protecionismo do mercado nacional, enquanto a pressão inglesa depois do Bill Aberdeen (1845) resultou na lei Eusébio de Queirós (1850), que extinguiu o tráfico negreiro.

Entre 1853 e 1868, a tranqüilidade social e económica tomou possível a política de conciliação, que promoveu o entendimento entre liberais e conservadores. O primeiro gabinete da Conciliação foi o de Honório Hermeto Carneiro Leão - marquês de Paraná. A partir de 1852 consolidou-se a política de conciliação através do congraçamento partidário expresso na Liga Progressista (1852-1868). Esse período áureo do Império esmaeceu com a Guerra do Paraguai (1865-1870), que seria o fator de rompimento, marcado pela queda do último gabinete de conciliação, o de Zacarias de Góis. Ocorreu a ascensão dos conservadores e a cisão dos liberais, da qual saíram os republicanos.

 

O café

Ao longo do século XIX a cultura cafeeiro se expandiu e se firmou como o principal ramo de exportação brasileiro. lnicialmente ela floresceu no vale do Paraíba e depois expandiu-se para o Oeste paulista. Na primeira etapa, no Oeste velho (região de Campinas) e mais tarde no Oeste novo (região de Ribeirão Preto), para atingir, já no presente século, o Paraná.

A economia cafeeiro desenvolveu-se no contexto da extinção do tráfico negreiro, no vale do Paraíba, onde dominavam os barões do café, com mão-de-obra eminentemente escrava. No Oeste paulista, na segunda metade do século passado, as dificuldades criadas pela extinção do tráfico obrigaram os cafeicultores a buscar soluções. A colônia de parceria na fazenda de lbicaba de Nicolau do Campos Vergueiro foi a primeira tentativa de empregar a mão-de-obra de imigrantes europeus. Já no Oeste novo o trabalho livre assalariado seda a tônica. Essa nova conjuntura favoreceu o surgimento de um grupo de empresários com nova mentalidade: uma burguesia agrária que raciocinava em termos puramente capitalistas, contrariamente à velha aristocracia rural dominante no Império.

 

Crise e fim do Império

A extinção do tráfico negreiro, a ascensão do Oeste paulista e o aparecimento de uma nova elite rural, da imigração e do trabalho assalariado foram minando as bases do Império: a escravidão. Com o fim da Guerra do Paraguai (1865-1870), a questão escravista foi recolocada no centro dos debates, avançando assim as propostas abolicionistas. A lei do Ventre Livre (1871), a lei Saraiva-Cotegipe ou dos Sexagenários (1885) e, finalmente, a lei Áurea (1888) foram respostas às crescentes pressões nacional e internacional. .

Em outro plano, a crise do Império se expressou na luta entre a aristocracia rural tradicional escravista e a nova elite do café, somando-se a esta última os oficiais do Exército, insatisfeitos com a sua posição inexpressiva. A Guerra do Paraguai iria lhes infundir novo ânimo e colocá-los em franca oposição à monarquia.

Enquanto a filosofia positivista de Augusto Comte forjava uma ideologia de oposição no seio militar, em que se destacava o tenente-coronel Benjamin Constant, a elite cafeeira pendia cada vez mais para o republicanismo. Em 1870 foi fundado no Rio de Janeiro o Partido Republicano e lançado o Manifesto Republicano. Em São Paulo, fundou-se o Partido Republicano Paulista (1872) e a Convenção de Itu (1873) lançava a base do PRP

Ao mesmo tempo que avançava a oposição à monarquia, esta se isolava ainda mais com a Questão Religiosa (1872-1873) e a Questão Militar (1883-1886). O golpe de 15 de novembro de 1889, encabeçado por Deodoro, foi apenas o tiro de misericórdia.

 

Política externa do Segundo Reinado

Guerra do Paraguai.

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Josemar Paraguassú Júnior