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 História: República Brasileira Página Principal  

 

Periodização

República da Espada (1889-1894)

A Era de Vargas (1930~1945)

A República Populista (1945-1964)

A República Militar (1964-1985)

A " Nova" República (1985...)

 

A República Velha (1889-1930)

 

Governo Provisório (1889-1891)

Fato marcante do Governo Provisório, presidido por Deodoro, foi o encilhamento, isto é, a política emissionista de Rui Barbosa - ministro da Fazenda. Com o objetivo de suprir a carência de numerário com a abolição e com vistas a modernizar o país, Rui Barbosa adotou uma política emissionista que acabou dando resultados negativos: inflação, especulação e falências. Assim, em plena crise, a Constituinte elaborou uma nova Constituição - a primeira da República e a Segunda do país. Inspirada no modelo norte-americano, a Constituição de 1891 caracterizou-se pelo federalismo e presidencialismo.

 

A República da Espada (1889-1891)

A Assembléia Constituinte transformada em Legislativa elegeu o primeiro presidente constitucional, Deodoro. Porém, o desentendimento do presidente com o Congresso e a posterior ordem de fechá-lo levantaram uma onda de oposição que forçada Deodoro à renúncia. Seu vice, Floriano, apesar dos protestos, concluiu o mandato, mas teve que enfrentar sérias rebeliões, como a revolução federalista do Rio Grande do Sul e a revolta da Armada. Ao fim de seu mandato Floriano havia consolidado o novo regime.

 

A República Oligárquica (1894-1930)

A Prudente de Morais (1894-1898), o primeiro presidente civil, coube a pacificação da República, incluindo aí a violenta repressão desencadeada contra Canudos. Com Campos Sales(189-1902) ocorreu o funding loan, acordo com banqueiros ingleses que consistiu na fusão e adiamento da dívida; seu ministro da Fazenda, Joaquim Murtinho, adotou uma política diametralmente oposta à de Rui Barbosa: política deflacionária, com o objetivo de sanear as finanças; no plano político Campos Sales montou a política dos governadores, que foi o mais firme sustentáculo da burguesia cafeeira de São Paulo.

Através dela, Campos Sales obteve a fidelidade das oligarquias estaduais, que se comprometeram a votar nos candidatos oficiais, enquanto a elas prometeu apoio do poder central. A base desse sistema foram os "coronéis", com seus "currais eleitorais" e o "voto de cabresto", a fim de forçar resultados favoráveis. Garantia-se, assim, a hegemonia dos centros cafeeiros de São Paulo e Minas, a célebre política do café com leite.

Entrementes, a economia cafeeira começou a passar por uma crise de superprodução e já na presidência de Rodrigues Alves (1902-1906) realizou-se o Convênio de Taubaté (1906), no qual os produtores resolveram adotar a política de valorização do produto, mediante a estocagem financiada pelos bancos estrangeiros e garantida pelos estados.

Na sucessão de Nilo Peçanha (1909-1910), vice que assumiu em razão da morte de Afonso Pena, ocorreu o primeiro abalo da política oligárquica. Não chegando a um acordo quanto a candidatos, o Partido Republicano Mineiro (PRM) aliou-se à oligarquia gaúcha e lançou Hermes da Fonseca. Contra ele Rui Barbosa, com apoio da oligarquia baiana, iniciou a Campanha Civilista, isto é, antimilitarista, a fim de obter o apoio paulista. No último instante São Paulo resolveu apoiar Hermes. Uma vez no poder, este lançou a Política das Salvações, que pretendia abolir a corrupta política oligárquica, conseguindo porém, no máximo, a substituição das oligarquias, nada afetando o esquema anterior.

Durante a Primeira Guerra Mundial (1914-1918) - que coincidiu com o mandato de Venceslau Brás -, a substituição de importações acelerou o processo de industrialização, fortalecendo gradualmente os setores urbanos. Depois do grande conflito o Brasil não seda mais o mesmo.

Na sucessão de Epitácio Pessoa (1919-1922) - sucessor de Delfim Moreira (191&1919), que era vice de Rodrigues Alves, reeleito, mas mono antes da posse - ocorreu um novo abalo da oligarquia, com a Reação Republicana do Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Bahia e Pernambuco, que se juntaram para enfrentar o candidato de São Paulo e Minas, Artur Bernardes, que foi eleito.

Declinou a República Oligárquica no mandato de Bernardes (1922-1926), quando então eclodiu o Tenentismo, com os 18 do Forte de Copacabana (1922), culminando na Coluna Prestes (1924-1926).

Foi fundado o Partido Comunista do Brasil (1922) e no mesmo ano a Semana de Arte Moderna em São Paulo alterava o rumo da estética no Brasil. Washington Luís (1926-1930) foi o último presidente da República Velha. A Revolução de 1930 alterou completamente a situação.

 

A Revolução de 1930

Ao lado da ascensão da burguesia urbana e da classe média, outros fatores atuaram na queda da República Velha. Entre eles, a crise de 1929, que, iniciada com a quebra da Bolsa de Nova York, colocaria por terra a política de valorização do café. O fator imediato da crise que levou à Revolução de 30 foi a dissidência oligárquica: Washington Luís rompeu o acordo com Minas Gerais, indicando para a sucessão outro paulista: Júlio Prestes. Antônio Carlos, governador mineiro, vendo frustradas suas pretensões, uniu-se a Getúlio Vargas (RS), formando a Aliança Liberal, que lançou este último como candidato à presidência. Para vice foi escolhido João Pessoa, da Paraíba. Todavia, venceu Júlio Prestes. O assassinato de João Pessoa complicou o quadro político: o tenente-coronel Góis Monteiro rebolou-se no Rio Grande do Sul e Juarez Távora no nordeste.

No Rio, Washington Luís foi deposto e formou-se uma junta militar, que, em seguida, entregou o poder a Vargas.

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Josemar Paraguassú Júnior