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 Literatura: A Ilustre Casa de Ramires Página Principal  

 

Obs.: você encontrará aqui DOIS Resumos: um menor, o que segue abaixo, e outro completo, com 19 páginas - capítulo a capítulo. Para copiar o segundo resumo clique aqui

 

A "Ilustre casa de Ramires" de José Maria Eça de Queirós, publicada em 1897, é um romance de grande valor histórico, retratando os hábitos e ambições da decadente sociedade portuguesa, em meados do século XIX, através da figura de Gonçalo Mendes Ramires.

De linguagem extremamente detalhada e descritiva, narrada na 3a pessoa, com forte presença do narrador, que, apesar de não participar dos fatos, conhece as personagens de forma ampla e minuciosa, "A ilustre casa de Ramires" é um tanto quanto especial: Gonçalo Mendes Ramires, o protagonista da obra, é retratado em toda sua ambição, derrota e ascensão. Formado em letras na cidade de Coimbra, em Portugal, Ramires, um fidalgo decadente, conhece Castanheiro, extremamente nacionalista, que o incentiva a escrever uma novela, situada na Idade Média, na qual retrataria o passado glorioso de seus descendentes, porém Ramires, ao escrever a novela, tinha o intuito de ganhar prestígio político e poder.

Gonçalo usa de modos não muito dignos para fazer renascer o prestigio de sua família, apoiando, interessadamente, o casamento de sua irmã Gracinha com José Barrolo, um homem rico, mesmo sabendo que o coração da irmã batia mais forte por Cavaleiro, Governador Civil de Oliveira, com quem já havia noivado, e por quem fora abandonada, já que ele preferiu seguir a carreira política.

Do passado glorioso de sua família, Ramires se vê apenas com a ilustre Torre, agora em ruínas, e que, do ponto de vista crítico, simboliza as ruínas da sociedade portuguesa. Pensando na possibilidade de ingressar na vida política por caminhos mais rápidos, Gonçalo reativa sua amizade com Cavaleiro, o que resulta no adultério de Gracinha.

Após uma vida cheia de decepções, Gonçalo finalmente publica a primeira edição da novela da Torre, sendo elogiado pela critica. Parte para Lisboa, onde consegue uma grande ascensão social. Mais tarde recebe uma concessão para ir à África explorar uma vasta área em Zambézia.

A intenção do autor Eça de Queirós era a de fazer uma critica à Portugal, já que o pais encontrava-se atrasado em relação à Europa no que diz respeito à revolução burguesa, liberal e econômica, pelo simples fato de ter sido o último pais a ingressar na corrida imperialista na África. Ao contrário, Portugal, deparava-se em crises políticas sucessivas, que impediam sua industrialização. A obra sugere que a retomada do projeto de colonização, traga desenvolvimento e o torne uma potência no futuro.

Faça aqui um download do resumo completo da obra, capítulo a capítulo

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Josemar Paraguassú Júnior